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Marco Silva e a titularidade de Samuel Soares: "Decisão minha, decisão técnica"

Marco Silva, treinador do Benfica
Marco Silva, treinador do BenficaSports Press Photo / Sipa USA / Profimedia

Leia abaixo as declarações de Marco Silva, treinador do Benfica, depois da vitória por 6-1 diante do Hearts, esta quinta-feira, na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga Europa.

Recorde as incidências da partida

Na flash-interview

Vantagem para a segunda mão: "Não falava dos números, falava acima de tudo que percebemos que a equipa está a crescer. Uma exibição melhor que o segundo jogo aqui na semana passada. Hoje sabíamos que ia ser um pouco diferente. Quando o adversário alterou o sistema, tentou ir buscar-nos mais homem a homem... mas boa primeira parte da nossa equipa. Excelente entrada no jogo, algo que pedimos e preparamos. Durante a semana preparámos e acaba por resultar é bom para os jogadores sentirem essa confiança. Faltou-nos ajustar um pouco o posicionamento do Enzo (Barrenechea), mas primeira parte de grande nível, controlamos muito bem o jogo com bola e sem bola. O adversário tem um momento de contra-ataque e uma bola parada em que a bola vai à barra."

Segunda parte diferente: "Na segunda parte não entrámos tão bem no jogo. O adversário mudou a estrutura tática, cresceu um pouco no jogo. Os que entraram demoraram o seu tempo a entrar no ritmo e intensidade, quando conseguimos entrar no ritmo tivemos bons momentos, o golo do Durán é exemplo disso, boa reação do Prestianni à perda no golo e a forma como finaliza. Queremos sempre consistência e ver as coisas perfeitas, não é fácil. Estamos no começo e num processo novo, mas é sempre importante ganhar jogos para dar confiança aos nossos jogadores e adeptos. Agradecer muito aos adeptos pelo ambiente criado, são a alma do clube."

Segunda mão: "Como treinador tenho de ser realista, vantagem muito boa, mas o facilitismo não pode existir no futebol. Resultado importante. permitiu tirar jogadores e dar minutos a alguns, temos de ser capazes de fazer gestão."

Rafa aposta na direita: "Queria um jogador completamente aberto no corredor esquerdo, mesmo que isso alterasse a posição do Rafa. Todos sabemos que o Rafa hoje em dia é muito mais jogador de posição central. Optámos pelo Prestianni na esquerda e por deixar o Rafa a vir buscar espaço à direita. Foram as dinâmicas que queríamos. Mesmo começando com o Prestianni na direita, nunca seria o Rafa a jogar na esquerda. Sabemos o que temos de lhe dar para ele render, que é sempre muito mais no corredor central ou perto".

Samuel Soares na baliza: "Decisão minha, decisão técnica. O Samuel fez uma boa pré-temporada, Trubin também, competição entre eles, competem para o lugar e estou cá eu para tomar decisões. Com o Diogo (Ferreira) sempre à espreita também, é um jovem no qual acreditamos muito. Os três têm de lutar pelo lugar e estou cá eu para tomar decisões".

Na sala de imprensa

Exibição de Schjelderup a sair do banco: "É positivo ver-se um jogador decidir como o Shcjelderup decidiu naqueles 25 minutos em muitos momentos e vê-se que ainda não está no seu melhor fisicamente. Mas não precisava desses 25 minutos para perceber a qualidade que o Andreas tem e o que nos pode dar. É um jogador que está a um nível muito alto a nível de definição. Tem capacidade de decidir, como fez no passe para isolar o Rafa e na assistência para o Durán. Parece fácil em alguns jogadores, mas não é assim tão fácil. Quando estiver na melhor condição física, vai ser capaz de fazer isto de uma forma ainda mais consistente e ser capaz, porque vai ter de fazê-lo, de andar para cima e para baixo e de trabalhar sem bola. É um excelente jogador, de quem eu gosto muito, e que tem características muito importantes para o que queremos fazer no Benfica."

Prestianni tem lugar garantido após esta exibição? "Não há lugares garantidos. Esse é o primeiro princípio num clube com a dimensão do Benfica. Começou o jogo porque eu sei como é que ele foi trabalhando. Durante as semanas, ele percebeu que o momento não lhe era favorável e trabalhou de uma forma que eu gosto de ver os jogadores a trabalhar. Ele estava consciente de que tinha de trabalhar mais do que os outros para demonstrar a qualidade que tem e o porquê de merecer o lugar. O Andreas também não está ao melhor nível, o Kaminski melhorou do primeiro para o segundo jogo com o St. Gallen e confesso que não foi uma decisão fácil. Mas não tive a menor dúvida de que era o momento para o Prestianni começar o jogo. Só faltava definir a posição e decidimos que precisávamos de um jogador bem aberto no corredor esquerdo. Teve um jogo de bom nível. Esteve mais cansado na segunda parte, mas também foi o primeiro jogo em que jogou tanto tempo. Também foi importante marcar. Excelente reação na forma como ganha aquela bola e depois uma excelente finalização. É importante para ele ganhar confiança e também dividir os golos por outros jogadores que jogam na frente de ataque. Dá confiança."

Estado de espírito de Pavlidis: "Estado de espírito de um grande profissional e de um grande jogador que respeita o clube onde está e que gosta de estar no clube onde está. Sabemos que quando o mercado está aberto os rumores e situações concretas podem mexer com a cabeça dos jogadores e com os clubes, mas temos de estar conscientes do que queremos, de estar estáveis e de transmitir essa estabilidade para os jogadores e para os nossos adeptos. O Pavlidis tem reagido como grande profissional que é, como um jogador muito importante para o clube e como alguém que gosta realmente de estar onde está."

Adaptação de Jhon Durán e diferenças para Pavlidis: "São jogadores diferente. Dois excelentes avançados e dois jogadores de enorme qualidade. O Jhon (Durán) vem de uma época em que não esteve ao nível daquilo que acho que vai fazer este ano. Mas são jogadores diferentes que podem ser compatíveis em alguns jogos, até pelas características que o Pavlidis tem, porque pode jogar numa zona mais baixa, como segundo avançado. Assim tenhamos tempo para experimentar e testar, que é algo que já temos vindo a fazer a nível de treino. O Durán é um jogador mais explosivo e rápido. Tem também capacidade para segurar, mas é um jogador muito explosivo. Estamos muito satisfeitos com o começo de época do Pavlidis e é também o momento para irmos dando minutos aos outros jogadores."

Plano para Rafa Silva: "Estamos muito satisfeitos com as primeiras semanas do Rafa. Não só os jogos oficiais, mas também a pré-temporada. É hoje em dia um jogador muito mais de corredor central. Acho que quase sempre foi, mesmo jogando sobre um corredor, porque procurava o corredor central, mas com a idade foi ali que passou a jogar mais vezes e é ali que ele se sente mais confortável. Todas as condicionantes da pré-temporada levaram-me a usar mais o Rafa para fora, não há como escondê-lo. Mas tem jogado muito bem. Hoje decidi não o tirar da direita porque queria um jogador totalmente aberto na esquerda e foi por isso que decidimos colocar o Prestianni no corredor esquerdo. Se jogar num corredor, o Rafa não é jogador para jogar sempre aberto."

Benfica ressentiu-se após a saída de Enzo Barrenechea: "Sim. Mas a decisão foi consciente e não escondo que, como estava o resultado, estava a pensar no jogo do próximo domingo. O Enzo tem vindo a crescer, mas também tem umas características físicas muito próprias. Queremos dar-lhe cada vez mais minutos, mas ao mesmo tempo sabemos que domingo estaremos a começar outro jogo para ganhar. Mas foi uma decisão de gestão e nada a ver com questões táticas: estava a fazer um excelente jogo."

Manu Silva como central: "O Manu é um jogador de corredor central. Não é a primeira vez que joga nessa posição. Não foi para aí que o Benfica o contratou. Como sabem, teve uma lesão grave. Está bem da lesão, mas está ainda num processo de readaptação, de ganhar confiança e de ficar melhor fisicamente. É um jogador que joga claramente na posição seis, mas como já tem algum passado e tem vindo a ser testado em treino, hoje tomámos essa decisão de ter entrado para central."

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